quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Deus existe? Evidências de um criador.



"Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis." Romanos 1:19 e 20

Existem algumas coisas ao nosso redor que nos dão evidências da existência de um criador. Pense comigo: mesmo que Leonardo da Vinci esteja morto, suas obras dão testemunho do que ele fez, logo, a arte dá testemunho do artista, o texto dá testemunho do escritor, a música dá testemunho do compositor, logo, a criação dá testemunho do Criador. 

Agora, analise estas evidências:

- A grandeza do Universo funcionando em harmonia.




- A Terra flutuando no vazio do espaço fazendo a mesma caminhada ao redor do Sol por milênios.


- O Sol que "nasce" cada manhã no horizonte sem fazermos nada trazendo calor, luz e força à Terra.. "de graça". 



- A beleza do Universo em suas variadas formas.


- A variedade de formas das coisas que existem.






 - Porque existe beleza?



- Porque existe cores ao invés de monotonia?



- Porque existe o Arco-íris? Qual é sua função, em um plano evolutivo?


- Porque o céu é azul e suas cores combinam?


- Porque a noite as estrelas parecem que estão embelezando o céu como se tivessem sido feitas para nós?



- Porque existem paisagens? 





-  Porque existe música ao invés de ruído?



- Porque existe inteligência?


- Porque temos consciência? 


- De onde vem os talentos? De onde vem os dons? Porque cada pessoa é única?



- Como explicar a existência do amor? Ou, porque gostamos de ser amados?


- Como explicar a vida? Porque existe vida? 



- Como explicar o fato de todos termos liberdade de escolher o bem ou o mal?




- Porque existe compaixão? Porque isso nos sensibiliza tanto?


- Porque existe "família" e isso nos faz tão bem?



- Porque a água que precisamos para beber brota espontaneamente do solo?


- Porque a água cai do céu em gotas regando a Terra?



- Porque a semente quando plantada, cresce sozinha e vira o nosso alimento? De onde vem sua vida?


- Como as abelhas podem construir "hexágonos" e produzir mel?



- Porque os animais nos são submissos? Porque eles tem capacidade de nos amar? Como entender isso em um plano evolutivo?


- Porque parece que fomos feitos para este lugar? A atmosfera, as plantas, a água, a terra.. parece que nos adaptamos em tudo e tudo nos agrada. 


- Porque existem alimentos das mais variadas formas e tipos que parecem que foram desenhados na natureza para nós consumirmos? Como entender isso em um plano evolutivo?



- De onde vem as leis que regem a natureza em harmonia desde o Universo até a célula? 

                            





- Porque achamos que este produto foi criado por alguém com inteligência...

- ... enquanto "este" veio do acaso?!



- Como explicar este evento em um plano evolutivo?



Bem, a arte dá testemunho do artista. A criação dá testemunho do criador. Tente entender tudo isso acima, como vindo "do nada". Não faz sentido algum..

Crê nisso?


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Salvo indicação contrária, todas as referências bíblicas neste texto são da:
SOCIEDADE BÍBLICA DO BRASIL. A Bíblia Sagrada. Revista e Atualizada no Brasil. 2° ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.
IMAGENS: Google. 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Jesus, o médico dos pecadores



Na vida espiritual, é importante sabermos quem é Jesus, como é Seu caráter.. pois se o conhecermos melhor, a eternidade começará aqui.. Pois, "É um céu estar em Sua presença".  

Jesus, é aquele que sempre estará ao nosso lado..  Aquele que quer nos ver felizes e completos, e acima disso, quer nos ver salvos.. salvos do mal. 

Digo isso,  porque Jesus não olhou ao mundo de maneira indiferente ou distante.. Ele se misturou, sujou os pés com a poeira deste mundo, sentiu na pele o que é viver no mundo que Satanás sequestrou.

Da mesma forma, assim Ele faz também conosco. Anda conosco, se mistura em nossa vida. Pois como diz Paulo:

"Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre." Hebreus 13:8

O ponto é, precisamos entender que, Jesus se mistura "apenas" com os pecadores. Um certo grupo de religiosos, não entenderam isso e questionaram a Cristo.. sua resposta foi curta e direta:

"Mas Jesus, ouvindo, disse: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento." Mateus 9:12

Vemos neste verso quem Cristo é. Ele é aquele que estará ao lado de quem precisa dEle.

Jesus se aproxima daqueles que sentem necessidade, que percebem que são falhos e querem algo melhor.

Todos nós já nos sentimos doentes um dia, e quanto não nos sentimos bem, a quem recorremos? A um médico. Mas se não estamos doentes fisicamente, que tipo de médico é esse que Cristo se refere no texto?

Todos nós estamos doentes espiritualmente, temos conceitos errados com relação a vida, temos preconceitos, barreiras que nós mesmos levantamos contra as outras pessoas, o egoísmo que não nos abandona, a falta de amor.. Juntando a tudo isso temos o fator pecado, que nos estraga o coração, nos faz desistir do bem e nos faz sentir separados de Deus.

O fato é: Todos somos profundamente doentes com o pecado. Estamos estragados e não há louvor nenhum a nenhum homem. Mas a grande questão é, o que fazer com relação a isso? Desistir ou procurar ajuda?

A boa notícia é: Cristo é "a ajuda", é o amigo dos pecadores.. Ele é o que Deus ofereceu e oferece para nós..

"Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele." João 3:17

Um ponto importante que precisamos frisar, Ele se senta com os pecadores para salvá-los.. não em pecado, mas do pecado.. já imaginou isso? Ele se misturava com o povo para perdoar-lhe as faltas e para fazê-los lembrarem-se que existe um Pai no céu, um Deus de amor que cuida do mundo (pessoas).

Nosso grande desafio é continuar a perseverar com Deus, perseverar firmes na confiança que Cristo quer o melhor para cada um de nós. O desafio é confiar que existe um Deus no céu que nos ama, e que estará ao nosso lado para vencer cada propensão ao mal, cada desafio da vida, cada pecado arraigado no coração.. pois Cristo é o amigo dos pecadores.

O caráter de Jesus é  perfeitamente ilustrado neste verso:

"E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. E Jesus estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra." Mateus 8:2 e 3

Muito além de qualquer outra coisa, Deus quer nos salvar..

A palavra diz que não precisam de médicos os sãos, mas os doentes. O grande médico da alma é Cristo Jesus que afasta todas as trevas deste mundo. Que torna a noite em dia, torna o mal em bem, que torna a tristeza em felicidade, que torna o ódio em amor. Jesus é o "Príncipe da paz". 

Se quisermos viver a vida Cristã de fato com toda a piedade, ou se queremos um "novo coração", vencer o mal que está em nós, podemos procurar a ajuda do mestre assim como o leproso e dizer: Senhor, se quiseres pode purificar-me de todo o pecado. E Jesus irá responder com uma calorosa resposta: Quero!!

O Senhor jamais rejeitará um pecador em busca de salvação. Jamais. Mesmo que, não somos nós que busquemos a Deus, é Ele quem nos procura e nos convence de nossa imensa necessidade. 

Se tivermos o desejo de ler mais a bíblia, de orar mais, de ter mais fé, de buscar o poder do Espírito Santo e de continuar nesta carreira com Cristo até que Ele volte, tenha a certeza, você "nunca" estará só. 

Os verdadeiros médicos por vocação, nunca abandonam o paciente até que ele esteja curado, da mesma forma, Cristo nunca abandonará os Seus até que estejam devidamente salvos e seguros ao Seu lado. Ele dará força aos que buscarem, dará sabedoria aos que pedirem e dará vida aos que quiserem.. 

"Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?" 

"Quem intentará condenação? Quem nos condenará? Quem nos separará do amor de Cristo?!"

"É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está a direita de Deus e também intercede por nós."  

"Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou." 

"Porque estou bem certo de que nem a morte, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." 

Paulo em Romanos 8:31 a 39

Crê nisso?



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Salvo indicação contrária, todas as referências bíblicas neste texto são da:
SOCIEDADE BÍBLICA DO BRASIL. A Bíblia Sagrada. Revista e Atualizada no Brasil. 2° ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Arqueologia Bíblica - Evidências para a fé?



Lamparinas dos tempos de Jesus

DEFINIÇÃO PARA O TERMO 

O termo Arqueologia vem do grego “Archaio” e “Logos” que literalmente significa: Estudo das coisas antigas. Já, a Arqueologia Bíblica tem um foco mais específico, pois, estuda artefatos que se relacionam com o estudo das escrituras e compreensão da vida nos tempos bíblicos.

Ruínas antigas

RAZÕES PARA ESTUDAR ARQUEOLOGIA 

A bíblia, ou Palavra de Deus, entrou em nossa história participando ativamente dela. Logo, seria interessante lembrar que as escrituras não nasceram num vácuo histórico. Elas possuem um contexto cultural que as antecede e envolve.  

Neste contexto encontramos: a época, costumes, cultura e línguas. Como vencer este abismo: através da arqueologia. Sendo assim a arqueologia bíblica complementa a busca de quem quer uma correta compreensão bíblica.

COMO E QUANDO COMEÇOU O INTERESSE PELA ARQUEOLOGIA BÍBLICA? 

No início, a arqueologia bíblica começou de maneira “piedosa”, sendo inaugurada por Helena, mãe de Constantino. O termo piedosa se refere a falta de cientificidade, sendo que locais e objetos da história de Jesus eram apontados baseados no senso intuitivo de Helena. Se ela escolhesse um lugar como sendo, por exemplo, o túmulo de Jesus, então, aquele lugar era "sagrado", e um "achado" sem que necessariamente, houvesse qualquer pesquisa científica ou provas arqueológicas confiáveis. 


Arte: Helena, Mãe de Constantino

Somente a partir do século XVIII a arqueologia começou a ter maiores rigores científicos. A descoberta acidental da “pedra de roseta” em 1798 marcou o início desta arqueologia bíblica mais científica.


Pedra de Roseta

Este achado marcou uma nova era na arqueologia bíblica. Muitas foram as contribuições após a descoberta da pedra de roseta, são elas: as escavações das cidades de Babilônia, Nínive, Ur e Jericó, inscrições cuneiformes que revelavam o nome de dois personagens do livro de Daniel sendo Nabucodonosor e Belsazar. Todas estas evidência possuem teor histórico, ou seja, evidências que validam o relato histórico.

IMPLICAÇÕES DO ESTUDO DA ARQUEOLOGIA 

A arqueologia pode nos ajudar a contextualizar corretamente algumas passagens da bíblia e para confirmar a historicidade do seu relato. Através de evidências, que são achados arqueológicos, é possível entender melhor o contexto em que a bíblia foi produzida.  Também permite confirmar as narrativas históricas que a bíblia apresenta para sabermos se elas ocorreram ou não.

Deus não deixou um livro de filosofia, mas, um livro de histórias que revelam a ação de Deus em meio aos negócios da humanidade.  Se a história da bíblia for real, a teologia que se assenta nela também será real. Se a história for fictícia ou mitológica, tudo que envolve esta teologia cai por terra.

ARQUEOLOGIA PARA ENTENDER O CONTEXTO CULTURAL BÍBLICO 

Algumas histórias e acontecimentos da bíblia são melhores compreendidos se pudermos ver o contexto cultural do povo ao redor da história. Veja exemplos:

- Raquel roubando os ídolos do lar:

Porque Raquel rouba os “ídolos do lar” que pertenciam a Labão seu pai (Genêsis 31:34)? Compreendemos isto sob a luz dos antigos códigos de leis sumerianos. Os “ídolos do lar”, chamados de terafim, eram certificados de propriedade para ser dono de uma terra. Logo, Raquel roubou a escritura da terra, para entregar a Jacó, como tentativa de indenizá-lo pelo trabalho forçado de sete anos.

- O nome de Moisés:

O nome de Moisés, que não tem origem hebraica, pode ser explicado pelo verbo egípcio do nome ms-n que significa “Nascer ou nascido de”. No Egito, os nomes dos nobres e faraós, eram formados pela junção deste nome com um nome de uma divindade. Exemplo: Ahmose “Nascido de Ah, deus da lua”, Ramose “Nascido de Rá, o deus sol”. É possível que Moisés tivesse um deus acoplado ao seu nome, provavelmente o deus do Nilo, sendo seu nome Hapimose.

- Jesus nega o jovem o direito de sepultar seu pai?

Jesus nega um jovem o direito de sepultar-lhe o pai. Este episódio encontra-se em Lucas 9:59, o ponto é, pela arqueologia entendemos que a expressão “sepultar o pai” significava que o pai estava sadio, e que ele só sairia de casa quando o pai morresse.

- Deus petrificou o coração de Faraó?

A bíblia descreve que Deus “petrificou” o coração do faraó. Este é um limite de idioma. Entenda: quando dizemos “estou morto de cansaço” não significa que você esteja se matando. A ideia do Faraó de coração de pedra é entendida pela mentalidade da época. É preciso considerar também que, nas múmias, os egípcios colocavam um escaravelho de pedra no lugar do coração.

Este amuleto servia ao defunto um salvo-conduto no juízo final perante Osíris. Um coração normal poderia denunciar os seus pecados, pois seria pesado na balança da deusa Ma’at. Um coração de pedra poderia enganar os deuses, mesmo levando uma vida de constantes pecados. Um coração duro era portanto, a certeza de uma salvação forjada à custa do engano dos deuses. Daí, entendemos a forma irônica e suave de dizer: “Deus endureceu o coração de faraó”.

ARQUEOLOGIA COMO EVIDÊNCIA HISTÓRICA DA BÍBLIA 

Primeira coisa que precisamos lembrar, é que, menos de 10% da bíblia possuí achados que comprovem a veracidade histórica de um acontecimento. A maioria da histórias da bíblia, só tem a bíblia como próprio testemunha.

A história e arqueologia possuem limites como ciência para desvendar o passado, não somente relacionado isto com a arqueologia bíblica, mas, com a pesquisa histórica de um modo geral. A verdade investigada é sempre analisada a partir de fragmentos apenas. 

O que importa nestes fragmentos não é a sua quantidade, mas sim, a sua qualidade.

Alguns fragmentos de qualidade:

- Épico de Gilgamesh e Lista Sumeriana dos Reis:

Épico de Gilgamesh

 A lista faz uma das mais antigas menções ao gigantesco dilúvio que cobriu toda a terra, relaciona os rei que governaram antes da grande catástrofe e foi escrita muitos séculos antes de Moisés demonstrando a antiguidade da tradição acerca do dilúvio. Lembrando que a menção a um dilúvio seria algo desnecessário em uma lista de reis. O “Épico de Gilgamesh” testemunha de uma inundação provocada pela ira dos deuses na qual toda a humanidade fora destruída menos o próprio Gilgamesh na qual tivera sido avisado pelos deuses para construir um barco.

- Estela de Mesha:


Estela de Mesha

Em II Reis 1 e 3:4 a 47 mostra a revolta de Moabe contra Israel, que, na Estela de Mesha, encontramos a declaração do porque de Moabe querer invadir  Israel, exatamente como ensina a bíblia.

- Prisma Taylor:


Prisma Taylor

A campanha do Rei Assírio Senaqueribe contra Judá, conforme 2 Reis 18:13-16, está registrado no “Prisma Taylor”.

- Historiador Romano Suetônio:


Historiador Romano Suetônio

A expulsão dos Judeus de Roma por Claudio, conforme citado em atos 18:2, está confirmado pelo historiador Romano Suetônio.c

PRINCIPAIS ACHADOS ARQUEOLÓGICOS DO ANTIGO TESTAMENTO  

- Leis Mesopotâmicas, Código de Hamurabi:


Código de Hamurabi

Conjunto de leis do 2º e 3º milênios antes de Cristo que ilustram o período patriarcal. Exemplo: Código de Hamurabi (1750 a.C.)

- Papiro de Ipwer:


Papiro de Ipwer

Oração de um certo sacerdote chamado Ipwer que reclama ao deus Horus as desgraças que assolavam o Egito. Entre elas, menciona o Nilo se tornando sangue, a escuridão cobrindo a terra, os animais morrendo nos pastos e outros elementos que mostram muito de perto as pragas mencionadas no Êxodo.

- Estela de Merneptah:


Estela de Merneptah

Uma coluna comemorativa escrita por volta de 1207 a.C. que conta as conquistas militares do Faraó Merneptah. É a mais antiga menção do nome Israel fora da bíblia. Mostra Israel existindo durante o período dos juízes.

- Textos de Balaão:


Textos de Balaão

Fragmentos de escrita aramaica encontrados em Tell Deir Allá (sucote). Estes trazem fragmentos de um episódio da vida de Balaão filho de Beor, o mesmo Balaão de números 22. Os textos mostram que os cananitas mantiveram lembranças deste profeta.

- Estela de Tel Dã:


Estela de Tel Dã

Placa comemorativa da conquista militar da Síria sobre a região de Dã. Possui a inscrição “Casa de Davi”. É a primeira menção fora da bíblia do rei Davi, indicando que este fora um personagem real.


- Obelisco Negro e Prisma de Taylor:


 
Obelisco Negro

Prisma Taylor

Estes artefatos mostram duas derrotas militares de Israel. O primeiro traz o desenho do rei Jeú prostrado diante de Salmanazar III oferecendo tributo e o segundo descreve o cerco de Senaqueribe a Jerusalém, citando contextualmente o confinamento do rei Ezequias.

- Inscrição de Siloé:


Tanque de Siloé


Inscrição Tanque de Siloé

Essa antiga inscrição hebraica encontrada dentro do tanque que existe até hoje, marca a comemoração do término do túnel construído pelo rei Hezequias, conforme o relato de II Crônicas 32:2-4.

PRINCIPAIS ACHADOS ARQUEOLÓGICOS DO NOVO TESTAMENTO

- Ossuário de Caifás:


Ossuário de Caifás

Alguns ossuários costumavam trazer uma inscrição com o nome da pessoa que estaria ali. Este ossuário foi encontrado em 1990 e legitimado como sendo mesmo de Caifás mencionado em Mateus 26 e João 18.

- Esqueleto do crucificado:


Fragmento de Osso do "esqueleto do crucificado"

Ossuário encontrado em 1968 revelando a ossada de um certo Yehohanan (João em Aramaico) que morrera crucificado. Este é um único exemplar de crucificado que temos notícia. Graças a este estudo, foi possível levantar importantes detalhes sobre os modos de crucifixão usados no tempo de Cristo.

- Inscrição de Pilatos:


Inscrição de Pilatos

Placa comemorativa encontrada em Cesaréia Marítima no ano de 1962 revela Pilatos como prefeito da Judéia. Antes disso, sua existência era questionada pelos céticos.

- Cafarnaum:


Ruínas de Sinagoga em Cafarnaum

A cidade onde Jesus morou foi escavada e preservada para visitação. Ali é possível se ver os restos  de uma sinagoga e de uma igreja bizantinas que foram respectivamente construídas sobre a sinagoga dos dias de Jesus  e a casa de Pedro, o líder dos doze Apóstolos.

OS ESCRITOS DO MAR MORTO E SUA RELEVÂNCIA PARA NÓS HOJE

Estes manuscritos foram descobertos por um garoto beduíno em 1947, nas redondezas do mar morto ao deserto da Judéia. Acredita-se que lá fora a morada dos Essênios, facção religiosa que rompeu com o partido sacerdotal de Jerusalém.


Cavernas de Qunram

Em grutas, o garoto descobriu antigas cópias do Antigo Testamento e outros livros judaicos guardados por quase dois mil anos.


Réplica do interior da caverna

Em pelo menos onze cavernas, todos os manuscritos encontrados formavam uma grande biblioteca de textos que contextualizavam o judaísmo nos dias de Cristo.


Representação dos Manuscritos Encontrados

Outra contribuição foi ajudar a estabelecer a confiança na transmissão do texto bíblico. Este achado proporcionou cópias de livros datados em 250 a.C. que ao serem comparados com o texto base das traduções modernas, o texto hebraico massorético, confirmaram a fidedignidade dos textos bíblicos.

CONCLUSÃO 

A arqueologia é uma excelente ferramenta de compreensão bíblica, pois, como podemos ver, a história fala. Ela no ajuda a entender melhor contextos culturais, e também, confirma relatos históricos. Isto nos leva a compreender melhor passagens bíblicas e a confiar na historicidade da bíblia. 

Se você quiser conhecer um pouco mais sobre o assunto de Arqueologia, visite o único museu do Brasil de arqueologia bíblica que se chama “Paulo Bork” e está localizado no Centro Universitário Adventista de São Paulo Campus 2. 

Ou assista os vídeos e leia os artigos clicando no link abaixo: 

CLIQUE AQUI

Aplicação homilética para a Arqueologia Bíblica: 

“E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão.” Lucas 19:40

Crê nisto?

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Salvo indicação contrária, todas as referências bíblicas neste texto são da:
SOCIEDADE BÍBLICA DO BRASIL. A Bíblia Sagrada. Revista e Atualizada no Brasil. 2° ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.
"Artefatos que contam histórias", Acessado em: http://novotempo.com/evidencias/2011/10/14/video-artefatos-que-contam-historias/
"Comprovações arqueológicas", Acessado em: http://novotempo.com/evidencias/2011/10/28/video-comprovacoes-arqueologicas/
"Evidências históricas da bíblia", Acessado em: http://novotempo.com/evidencias/2011/05/20/video-evidencias-historicas-da-biblia-2011/
SILVA, Rodrigo. A arqueologia e a bíblia. Acessado em: http://www.universidadedabiblia.com.br/o-proposito-da-arqueologia-biblica/
_______________. A natureza e o propósito da arqueologia Bíblica. Acessado em: http://novotempo.com/evidencias /2011/04/01/a-arqueologia-e-a-biblia/

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Como tudo coopera para o bem?


"Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o Seu propósito. Pois aqueles que dê antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos." Romanos 8:28-29

          Essas poucas palavras do apóstolo Paulo são tão conhecidas quanto mal compreendidas. O senso comum cita o trecho como uma promessa que lembra clichês do tipo "quando Deus fecha uma porta, abre outra melhor", "Deus escreve certo por linhas tortas", ou ainda "Deus faz que coisas ruins se transformem em coisas boas".
 A maioria das pessoas acredita que "todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus" quer dizer que "quando acontece alguma coisa ruim, é porque, secretamente, Deus está preparando algo muito melhor".
 Essas coisas podem até ser verdadeiras, mas passam longe do sentido pretendido pelo apóstolo Paulo ao escrever sua carta aos cristãos de Roma. Na verdade, o que Paulo está dizendo é que todas as coisas cooperam para o bem das pessoas segundo o propósito de Deus. É qual é o propósito de Deus ao chamar essas pessoas? O propósito de Deus está muito claro na sequência do texto: "Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que ele (Jesus) seja o primogênito entre muitos irmãos.
 Paulo está afirmando que o propósito de Deus é nos transformar segundo a imagem de Jesus. Esse é o significado do discipulado. Seguir a Jesus é andar com Ele de tal maneira que na intimidade com Jesus sejamos transformados e nos tornemos iguais a Ele. Esse é o desejo de Deus para nós, esse é o propósito de Deus para nossa vida.
 Deus não quer que nossa vida seja mais confortável, e não está necessariamente ocupado em fazer que as circunstâncias e as situações de nossa vida se configurem para nossa satisfação, realização ou qualquer coisa que hoje chamamos de felicidade. O propósito de Deus é nossa transformação, cada ser humano conforme à imagem de Seu Filho Jesus. Deus quer ser Pai de uma família de muitos irmãos.

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Salvo indicação contrária, todas as referências bíblicas neste texto são da:
SOCIEDADE BÍBLICA DO BRASIL. A Bíblia Sagrada. Revista e Atualizada no Brasil. 2° ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.
KIVITZ, E. Rene. Talmidin - O passo a passo de Jesus. São Paulo, SP: Editora Mundo Cristão, 2012. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O Sacrifício de Isaque


               Abraão sempre se sacrificava com a luz de uma promessa, mas desta vez, foi chamado por Deus a sacrificar a promessa viva, Isaque seu 'único' filho.
 Ouvindo esta ordem de Deus, ele não pode entender este pedido, 50 anos antes já havia abandonado seu país, sua família, se tornado um peregrino, estrangeiro. Já havia também despedido seu filho Ismael para vaguear no deserto por ordem de Deus.
 Agora, mesmo após tantas provas de fé, Deus lhe requeria outra maior. Esta prova fazia com que as outras parecessem "fixinhas". Pior, Deus disse e frisou: "Toma teu filho, seu ÚNICO filho, a quem você AMA.. sacrifique-o para mim."
 Não bastando o profundo sofrimento imediato da ordem de Deus, a viagem ainda iria durar 3 dias. Vez após outra, Abraão olhava para o céu, e pensava: "OH meu filho, meu filho! Eu daria minha vida no lugar da tua.."
 Em seu tormento, durante as noites, Abraão, saia para olhar as estrelas e se lembrava da promessa de Deus: "Olhe para o céu e conte as estrelas, se é que pode contá-las. Assim será tua descendência." Abraão foi tentado a crer que, afinal, tudo aquilo podia ser engano.
 Abatido pela dor, se curvou diante de Deus e orou, como nunca havia feito antes, por uma confirmação do estranho mandamento. Queria maior luz da parte de Deus se ele tivesse mesmo que cumprir o seu dever.
 Em seu sofrimento e busca de respostas, ele se dirigiu até o local em que muitas vezes havia recebido mensageiros divinos que lhe traziam instruções especiais. Porém, não recebeu nenhuma resposta, nenhuma nova luz, e as trevas se adensaram sobre ele. O dia se aproximava e ele deveria viajar antes do amanhecer...
           
A pergunta mais temida foi feita então:


"Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?" Gn 22:7

A resposta da fé:

"E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos." Gn 22:8

Então, em meio da angústia, Deus aparentemente em silêncio, Isaque pronto a ser morto, Abraão ergue o cutelo para sacrificar Isaque. Imagine o que se passava em seu coração.

No momento de matá-lo, a voz da esperança:


"Mas o anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus, e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho." Gn 22:11 

A grande realidade do evangelho então foi apresentada:

"Então levantou Abraão os seus olhos e olhou; e eis um carneiro detrás dele, travado pelos seus chifres, num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho." Gn 22:13




Esta história ilustra a realidade do evangelho, através de duas grandes verdades:

- Somente Deus pode oferecer o verdadeiro sacrifício e meio de salvação;

- O sacrifício que salva Isaque é de substituição, pois foi oferecido em lugar de Isaque, prefigurando o sacrifício substitutivo de Cristo em nosso lugar, os pecadores. 

Isaías, falando sobre Cristo, disse:

"Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. 

Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 

Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca."
                                                                                                                           Isaías 53:2 a 7

Aquele que era o Cordeiro de Deus, o puro de coração, o que vivia para abençoar aos outros, sendo o autor da vida.. Verdadeiramente morreu.. porém ressuscitou conforme relatos dos Evangelhos, para que eu e você pudéssemos nos reconciliar com Deus e nos salvar do pecado.

"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor." Romanos 6:23

Considere esta citação de Ellen White:

"Cristo foi tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia".¹

"Poderia o Senhor ter eliminado o pecador, destruindo-o totalmente, mas, foi preferido o plano mais custoso. Em Seu grande amor Ele provê esperança para o desesperançado, dando Seu Filho unigênito para arcar com os pecados do mundo". ²

Lembre-se, nos sacrifícios instituídos por Deus em Israel:

- A oferta ou o ofertante tinham que ser perfeito?
- Quem morria a oferta ou o ofertante?
- Quem representava a oferta?

Conclusão e perguntas para você:

Crê em Seu sacrifício?
Crê em nosso substituto?
Crê nAquele que morreu por causa dos nossos pecados?

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Salvo indicação contrária, todas as referências bíblicas neste texto são da:
SOCIEDADE BÍBLICA DO BRASIL. A Bíblia Sagrada. Revista e Atualizada no Brasil. 2° ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.
WHITE, Ellen. Patriarcas e Profetas. P. 145-155. 16º ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006.
LIÇÃO ESCOLA SABATINA ADULTOS. O santuário, lição 3: Sacrifício no Monte Moriá. 4º Bim. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013. 
¹WHITE, Ellen. Desejado de todas as nações. P. 25. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2010.
²WHITE, Ellen. Mensagens Escolhidas, v. 1. P. 323. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, s/d. 
Imagens: google. 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A formação do Canon do Novo Testamento




Você já se perguntou: O que é o Canon e como ele se desenvolveu no Novo Testamento? 
Esta palavra Canon tem seu significado original relacionado a um padrão, uma régua, uma linha de equilíbrio, ou seja, o Canon seria a norma de escrituras consideradas normativas e inspiradas pelo Espírito para a igreja cristã (WESTCOTT, 1855).
Seu desenvolvimento aparece na história como uma exigência de autoridade, em outras palavras, na época que foram escritos os 27 escritos do Novo Testamento, eles não eram ainda escrituras sagradas, existia apenas o Antigo Testamento  (MOULE, 1979). Por esta ausência de padrão das "novas escrituras" existiam muitos evangelhos falsos. Por razão de seu número sempre aumentar, a igreja se viu em necessidade de se atribuir uma norma autoritativa fixa (CULMANN, 1970).
O processo de formação do Canon levou em conta que a tradição apostólica seria a norma superior para o valor canônico. Somente escritos tendo seus autores como apóstolos ou relacionados com os apóstolos são considerados como o mais puro testemunho cristão (CULMANN, 1970).
É interessante notar que neste processo de formulação do Canon baseado na  necessidade, o padrão das escrituras não era feito por adição de livros, mas por eliminação dos falsos. Em outras palavras: Os livros do NT não se fizeram possuídos de autoridade para a igreja pelo fato de virem a ser formalmente incluídos em uma lista canônica; pelo contrário, a Igreja os incluiu no Cânon porque já os havia como divinamente inspirados, reconhecendo-lhes o valor inato e a autoridade apostólica, direta ou indireta (BRUCE, 1965). A ação dos concílios de modo algum representa a imposição de algo novo às existentes comunidades cristãs, pelo contrário, foi apenas a simples codificação do que já era prática geral, corrente nessas comunidades (BRUCE, 1965).
 Por volta do ano 200, o Canon do Novo Testamento se aproximava muito do nosso, mas, as discussões com relação ao Canon somente foram concluídas, no Ocidente pelo fim do século IV, sendo marcadas pelos seguintes eventos o Sínodo de Roma em 382, Concílio Africano de Hipo em 393 e de Cartago em 397 (CULMANN, 1970). No oriente mais distante o processo demorou-se um pouco mais; foi somente por volta do ano 508 que II Pedro, II e III João, Judas e o Apocalipse vieram a ser incluídos em uma versão da Bíblia Siríaca em adição aos outros vinte e dois livros formando o Canon de 27 livros conhecido de hoje  (BRUCE, 1965). 

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WESTCOTT, B. Foss. A General Survey of The History of The Canon of The New Testament. New York: The University Press Cambridge, 1855.
BRUCE, F. F. Merece Confiança o Novo Testamento? São Paulo: Edições Vida Nova, 1965.
CULMANN, Oscar. A formação do Novo Testamento. São Leopoldo: Editora Sinodal, 1970.